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Prevenção

Leishmaniose canina em Contagem: sinais, exame e prevenção

A leishmaniose visceral é endêmica na Grande BH. Saiba como o mosquito-palha transmite, os sinais no cachorro, os exames e como proteger o seu cão.

Prevenção · Por Equipe CliniVet ·

A leishmaniose visceral é uma das doenças mais importantes para quem tem cachorro na Grande BH. Contagem, Belo Horizonte e Betim estão em área de transmissão, e o cão é o principal reservatório da doença na cidade.

Como pega

A doença é causada por um protozoário (Leishmania infantum) e transmitida pela picada do mosquito-palha, ou flebotomíneo. Ele é bem pequeno, cor de palha, voa baixo e pica principalmente no fim da tarde e à noite. Cria-se em matéria orgânica: folhas, fezes de animais e restos de fruta no quintal.

Não há transmissão direta de cão para cão nem de cão para pessoa pelo contato. Mas pessoas também podem adoecer pela picada do mosquito, e por isso a leishmaniose é uma questão de saúde pública.

Sinais no cachorro

  • Emagrecimento, mesmo comendo.
  • Descamação e feridas na pele, principalmente em volta dos olhos, nas orelhas e no focinho.
  • Queda de pelo, unhas que crescem muito.
  • Apatia, anemia, sangramento pelo nariz.
  • Em fase avançada, problemas nos rins.

Muitos cães infectados passam muito tempo sem sintomas. Por isso o exame é importante mesmo no cão que parece saudável, principalmente antes de iniciar a vacinação.

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Exames

O diagnóstico combina avaliação clínica e exames de sangue específicos, e às vezes exames de outros materiais. Um resultado de teste rápido deve ser confirmado. O veterinário também avalia rins e sangue, que mostram o quanto a doença já avançou.

Tem tratamento?

Sim. No Brasil, existe medicamento autorizado para tratar cães com leishmaniose. O tratamento controla a doença, melhora a qualidade de vida e reduz a capacidade de o cão transmitir o parasita, mas exige acompanhamento veterinário contínuo e exames periódicos. Não existe tratamento caseiro.

Como proteger o seu cão

  • Coleira repelente com inseticida específico para o mosquito-palha, trocada no prazo indicado na embalagem. É uma das medidas mais eficazes.
  • Repelentes tópicos indicados pelo veterinário, como complemento.
  • Vacina: pergunte ao veterinário sobre a disponibilidade e a indicação para o seu cão. Ela não substitui a coleira.
  • Quintal limpo: recolha folhas, fezes e frutas caídas.
  • No fim da tarde e à noite, prefira deixar o cão dentro de casa, com tela nas janelas quando possível.
Check-up anualEm área de transmissão como a nossa, vale incluir a pesquisa de leishmaniose no check-up do cão. Converse na consulta.

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Perguntas rápidas

Cachorro com leishmaniose transmite para pessoas?

Não pelo contato direto. A transmissão acontece pela picada do mosquito-palha, que pode picar um cão infectado e depois uma pessoa. Por isso a coleira repelente protege o cão e a família.

Gato pega leishmaniose?

Pode, embora seja menos comum. Gatos com feridas de pele que não cicatrizam devem ser avaliados.

Este artigo é informativo e não substitui a avaliação de um médico-veterinário. Em caso de dúvida sobre a saúde do seu pet, procure atendimento.

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